
No Salão de Milão – EICMA do ano passado a Ducati apresentava a sua grande novidade para este ano, a inovadora Diavel. Este modelo prometia deixar o segmento das power-cruiser completamente “às avessas” através da sua potência e agilidade dignas de uma superdesportiva. E parece que essa promessa foi suficiente para conquistar o mercado mundial.
A Ducati acaba de revelar que já fabricou 5.000 unidades da Diavel até ao momento e que, este modelo está esgotado até Setembro na grande maioria dos principais mercados da marca italiana. Na fábrica de Borgo Panigale esperavam fabricar durante o primeiro ano de vida deste modelo cerca de 8.000 unidades, mas com as vendas a superarem as melhores expectativas da Ducati este número deverá ser aumentado.
Aliás, nos primeiros quatro meses de produção a “sério” da Diavel, saíram da linha de produção 4.700 unidades, e dessas, 3.200 já estão vendidas e registadas nos arquivos da marca em Itália. Esses registos devem sofrer grandes alterações dentro de pouco tempo, pois os primeiros relatórios dos concessionários da marca em todo o mundo revelam que ainda existem muitos registos por chegar à Ducati.
Um último dado a juntar a este início de vida bastante promissor da Ducati Diavel, é que das unidades vendidas, 60% são as mais exclusivas versões Carbon. Com tudo isto a marca italiana já recebeu um pouco mais de 78 milhões de euros provenientes das vendas apenas deste modelo, o que demonstra que a Ducati acertou em cheio quando decidiu entrar num novo segmento.
Fonte: Motociclismo

A Federação Internacional de Motociclismo divulgou um curto comunicado onde parece querer indicar qual será o limite daquilo que irão aceitar, tendo em conta a utilização de motos baseadas em modelos de produção. Estas declarações visam principalmente a nova categoria Moto1, mas também fazem referência às motos de 600 cc da categoria Moto2.
“Durante a realização da ronda do Mundial de Superbikes em São Marino, e tendo por referência algumas entrevistas recentemente publicadas em vários websites, o Presidente da FIM, Vitto Ipplito reitera aquilo que já foi declarado em inúmeras ocasiões: Qualquer modelo de motociclo completo que seja derivado de produção, homologado ou não para o Mundial de Superbikes / Supersport / Superstock não se poderá candidatar nem será aceite nas categorias FIM de Grandes Prémios.”
As palavras-chave desta curta declaração da FIM são “motociclo completo”. Analisando as regras e este reiterar de posição de Vitto Ippolito, ficamos a saber (novamente) que as únicas categorias com motos de produção continuam a ser as SBK e as SSP, mas a realidade é que a definição da palavra “completo” ainda está aberta a algumas interpretações…
Fonte: Motociclismo

Foi num circuito de Silverstone “ensopado” que Casey Stoner conseguiu a sua terceira vitória consecutiva (e quarta do ano em seis possíveis). Uma vitória categórica, que deixou o segundo colocado, outra Repsol Honda, a de Andrea Dovizioso, a uns distantes (muito distantes mesmo para uma corrida de MotoGP) 15 segundos! Surpresa foi a terceira posição de Colin Edwards, uma vez que o texano partiu uma clavícula durante o primeiro dia de treinos do G.P. da Catalunha, há somente nove dias.
Lorenzo foi o primeiro líder, mas rapidamente foi superado pelas duas Honda oficiais, e rodava em terceiro quando uma queda à 8ª volta o fez abandonar (o que já não sucedia desde 2009), perdendo o comando do campeonato que detinha desde a 2ª ronda em Jerez. Também o seu companheiro de equipa, Ben Spies, desistiu por queda, sendo assistido no hospital do circuito, vindo a confirmar-se que não havia nenhuma lesão a assinalar. Simoncelli foi o outro dos que ficou de fora por queda, registando-se, surpreendentemente dadas as condições da pista, apenas estes três abandonos por queda. Nas hostes da Ducati, Nicky Hayden foi 4º e Valentino Rossi 6º, tendo-se colocado entre ambos a Suzuki de Álvaro Bautista.
Com estes resultados Stoner passa a liderar o Campeonato com 116 pontos, mais 18 que Lorenzo, e Dovizioso é terceiro com 83 pontos. Rossi é quarto com 68 pontos e Dani Pedrosa, apesar da ausência nas duas últimas corridas e do “encontro imediato” com Simoncelli em Le Mans (a que se deveram as ausências), mantém o 5º posto com 61 pontos.
Nas Moto2 a vitória foi para o líder do campeonato Stefan Bradl (a sua 4º do ano), que assim alarga a vantagem para quase o dobro dos pontos sobre Simone Corsi: o alemão conta com 127 pontos e Corsi com 65. Em Silverstone, Bradley Smith e Michele Pirro, por esta ordem, acompanham Bradl ao pódio. Destaque para o homem “da casa”, Bradley Smith, que havia saído do 28º posto da grelha! Marc Márquez, que saiu da pole position, caiu à 6ª volta.
Finalmente, em 125 cc, Jonas Folger conseguiu a sua vitória de estreia no Mundial, após grande duelo à chuva com Johann Zarco, que terminou em segundo. Hector Faubel completou o pódio, enquanto o líder do campeonato, Nicolas Terol, adoptou uma toada cautelosa nas difíceis condições do traçado britânico, e somou mais 8 pontos correspondentes ao 8º lugar. Terol continua com uma expressiva vantagem no campeonato, contando 128 pontos, mais 35 que o 2º colocado, que passou a ser Jonas Folger.
A próxima ronda é o Grande Prémio da Holanda, de 23 a 25 de Junho (um sábado), no circuito de Assen, onde o nosso Miguel Oliveira deverá regressar à acção.
Fonte: Motociclismo