
O fim-de-semana do Grande Prémio da Catalunha, quinta ronda do ano, foi definitivamente “para esquecer”, no que diz respeito ao nosso representante no Mundial, Miguel Oliveira.
Ao longo do fim-de-semana houve de tudo: problemas em encontrar as afinações correctas em termos de ciclística, um motor partido que o fez ficar de fora de uma sessão praticamente completa e… uma queda na corrida logo na volta inaugural, levando ao abandono prematuro e uma fractura no rádio do braço esquerdo.
Miguel Oliveira partiu do 16º posto da grelha para a corrida de 125 cc, na 6ª fila, mas fez uma excelente partida, numa pista ainda muito molhada em algumas zonas e que depois foi secando rapidamente. Mas isto já Miguel Oliveira não testemunhou em pista, pois, após uma partida meteórica que o catapultou do 16º para o 7º lugar, o português caiu na primeira volta em conjunto com o malaio Zulfahmi Kairuddin, também ele autor de uma grande partida e pouco habituado a rodar nestas posições.
Na transmissão televisiva onde seguíamos a corrida, só se vislumbram os dois pilotos já a afastarem-se das suas motos, com Oliveira agarrado a um pulso, e não foi mostrada a repetição do incidente, algo que iremos referir aqui mais tarde quando tivermos a informação necessária, inclusive relativamente à condição física do português. No entanto, um telefonema para o circuito confirmou-nos as piores suspeitas: fractura no rádio do braço esquerdo para o nosso “puto-maravilha”. A ausência é garantida no Grande Prémio de Inglaterra, em Silverstone já no próximo fim-de-semana, mas, segundo o piloto, poderá ser possível um regresso em Assen, para o G.P. da Holanda (23 a 25 de Junho).
Na frente, a história da corrida escreveu-se entre Nico Terol, Johann Zarco e Maverick Viñales, envolvidos numa grande luta, até que, no último terço da corrida, Viñales, vencedor da ronda anterior em Le Mans, perdeu terreno para os seus adversários, e a decisão final era entre o líder incontestado do campeonato e o jovem francês, que procurava a sua vitória de estreia no Mundial e veio a consegui-la, mas por pouco tempo.
Ao sprint, na saída da rápida direita a descer que dá entrada na recta da meta de Montmeló, Zarco foi ostensivamente empurrando Terol, que vinha por fora, para a relva. Zarco celebrou a vitória mas, pouco depois, veio a comunicação da direcção de corrida: 20 segundos de penalização para Zarco (descendo para 6º lugar), e vitória para Terol, a quarta da temporada em cinco corridas. Viñales herdou o 2º posto e Jonas Folger o terceiro lugar.
Fonte: Motociclismo